segunda-feira, 30 de março de 2009

Barcelona


Nunca voltes ao local onde foste feliz. A menos que seja pr'a seres ainda mais feliz.


Kilometros de tropelias e calorias. Sumos de fruta, cerveza sin alcol, coisas com fuet. Catalão. Rábulas nas ramblas, a escorregar pelas ruas mais mestiças. Sorrisos sem nervos. Esses só de rir. Gente. Uma cidade cheia de mundo. E nós.

Queiroz e a sua máquina do tempo

Só esse génio do futebol moderno assistido por computadores processadores de estatísticas sobre jogadores da terceira divisão do Burquina Faso, para nos levar de volta aos bons velhos tempos do futebol português. Aquela sensação de já ter visto o jogo de sábado antes, foi reconfortante para o meu coração.
Os 578 remates, as 1456 tabelas desnecessárias, o jogar sem avançados apostando numa eventual ilusão de óptica que ludibriasse os adversários, parecia uma volta ao passado, um autêntico jogo da RTP memoria mas em tempo real. Tanto tanto tanto, e no fim, zero golinhos que são o que servem para ganhar e que, como tão bem realçou Cristiano Ronaldo no fim do jogo, "hoje em dia, o que contam são as vitorias"...sim, porque parece que no tempo dos cinco violinos a cena era os empates, o pessoal ficava louco com um bom empate, então a zero era um levantar de estádio, e contavam 7 pontos e meio para o campeonato.
Sim, sou português e como tal tenho muito jeito para profeta da desgraça, bem tento conter maior parte do tempo mas quando se trata do Carlinhos liberto o velho do Restelo que habita em mim e toca de deitar abaixo.
Que confortável é voltar ao contar de pontinhos e desejar que os adversários daqui para frente esqueçam como se joga ou que morram todos num desastre de avião e que ao mesmo tempo a nossa Senhora de Fátima apareça em campo e faça o Hugo Almeida marcar golos ou pelo menos ficar quieto a fazer de tabela, o queixume sobre os árbitros e sobre como toda a Europa do futebol conspira contra Portugal, tentar dar valor as selecções que estão no nosso grupo de apuramento para que o nosso terceiro lugar não pareça tão mau mesmo que estas tenham o futebol como terceiro ou quarto desporto nacional, o ter de escolher outra selecção para apoiar no mundial porque a nossa esta toda no Algarve a comer caracóis e a ouvir historia sobre o Figo contadas pelo China, tudo coisas que Queiroz trouxe do passado e nos oferece junto com uma cassete do mundial de Riade de à vinte anos para não nos esquecermos por um segundo porque é que este senhor é um autentico símbolo do futebol moderno e nosso seleccionador.

sexta-feira, 27 de março de 2009

hum?




Neste caso uma imagem diz mais que mil palavras de insulto a esta revista cor-de-rosa chamada Record.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Dragonball Z - A Saga do Secador de Cabelo

terça-feira, 17 de março de 2009

Resumo

-Continua a crise, já a conhecemos melhor não é má pessoa mas pouco transparente e de difícil conversação, vamos continuar a aproximação.

-O Obama ainda não salvou o mundo...

-O Magalhães e os erros. Apenas uma forma de adequar um editor de texto às reais capacidades ortográficas das nossas crianças...e da minha pessoa. Finalmente poderei escrever um texto sem que o corrector ortográfico me pergunte se fiz a quarta classe

-Josef Fritzl é esperado com ansiedade pelos vários Estabelecimentos Prisionais Austríacos , é forte a disputa para saber quem vai ter a primeira oportunidade de o tentar engravidar no chuveiro

-Obama continua sem salvar o mundo...

-Portugal é o primeiro país a sofrer os efeitos desastrosos do aquecimento global e por conseguinte milhares de pessoas já foram à praia...em Março

-José Eduardo dos Santos esteve por cá com as suas filhas. Tinha uns trocos no bolso, parece que vai levar o estádio da luz para Luanda, e as filhas, uma não encontrou nada de jeito a outra vai levar o Sócrates, diz que é fofinho para ter por casa e que o sorriso parvo dá tirar com umas chapadas na tromba.

E são assim as voltas do mundo. O Obama? Ainda não.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Reclamem-me

Debaixo das 34340 artes e ofícios em que sou medíocre, existem as 234234 em que sou francamente mau. Das quais, destaco a capacidade de "reclamar".
Sou possivelmente o pior "reclamador" da zona euro. Para não hiperbolizar.
Para uma dondoca fútil como eu, é incompatível e agonizante conjugar um consumismo militante com o meu pavor a reclamar. Resta-me a sorte. Mas não me sobra.
A possibilidade eminente de reclamar tira-me o sono. As histórias sempre novas, o final repetido. Vou comprar uma camisola amarela. Chego a casa, tenho uma saia verde. Engulo em seco, dirijo-me à loja. Convencem-me que as camisolas agora não têm mangas e comprei uma de um amarelo nature, que se está muito a usar. Compro um computador. Funciona a primeira meia hora. Descansam-me na loja, que as máquinas melhores hibernam após a primeira meia-hora. Um mês na assistência técnica ou uma chave de parafusos dão-lhe a afinação final.
Ultimamente, a dor é com os automóveis. Com mais maturidade, continuava a conversa.

domingo, 1 de março de 2009

SAMUCA

Não te vou apresentar ao mundo. O teu antecessor embandeirou em arco. Fodeu-se.

cadens, de cadere




Tenho uma paixão pouco secreta pela decadência. Aquando dos meus fins de semana (exclusivamente) suburbanos, tenho oportunidade de molhar-me até à cintura nos mais viscosos pântanos sociais, com a companhia de um ou dois pares de amigos benevolentes, que fingem a mesma paixão que eu.


Num ritual quase vampiresco, sorvo o artista de fim-de-semana que (quase) toca para o target "cinquentão solitário que abandonou a esperança de ainda ter erecções", a kizomba mais corriqueira, o funaná mais desconfortável, climas tensos pré-"cadeiras no ar". Entre as mangas à cava com logotipo manhoso e a roupa coisinha da Bershka tiro horas de inspiração para coisa nenhuma.


Num passeio da bifana ou num espreitar para o outro lado da mesa percebo que sou apaixonado pelo romantismo da decadência. Há qualquer coisa que me comove, me enternece, me diverte. No lixo.

 
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