domingo, 3 de novembro de 2013

Fodasse não deixem os vossos filhos fazerem figura de ursos no dia das bruxas. Peço desculpa pela palavra feia, que até nem é, mas o dia das bruxas é daquelas coisas que se realmente querem implementar na nossa nação vai demorar alguns anos. uns 20 ou mais. Não é de um dia para o outro que simplesmente passamos a achar normal putos andarem de prédio em prédio a tocar nas campainhas todas e a gritar "doce ou travessura"...fodasse!! Doce ou travessura? doce...ou travessura? 95% da população não sabe o que os putos estão a dizer. Era o mesmo que eu andar de casa em casa vestido de preto a gritar "vagina da sua filha ou travessura", não resulta. Estão a ser demasiado rápidos nesta abordagem ao dia das bruxas. Há vários pontos que não resultam ou precisam de adaptação. Primeiro, tradicionalmente, nessa Enorme terra chamada USA, o dia das bruxas é feito de porta a porta em...(eis o pormenor)...vivendas! pois é, aqueles bairros de vivendas de madeira (lá não há a história dos 3 porquinhos) que vemos nos filmes,onde se pode simplesmente andar de casa em casa a pedir doces. Toda a "coisa" se torna mais difícil quando andam grupos de putos perto da meia noite de prédio em prédio em S.joão da talha a pedir doces...Acho que nem é preciso explicar mais os problemas que dai aparecem. Segundo, se vão fazer uma festa que envolve mais pessoas, nomeadamente a comunidade onde habitam, essa mesma comunidade precisa de saber da existência da dita cuja festa. Eu também podia andar pelas ruas, vestido só com uma fralda a bater ás portas e pedir cerveja, mas as pessoas não iam perceber e os chefes de família muito menos. Terceiro, e talvez o principal ponto, esqueçam o dias das bruxas. Eu sei que o Continente vai mostrar que é algo perfeitamente normal, até porque têm um stock de mascaras para deitar abaixo, mas a verdade é que como nação com mais de 800 anos nós já temos todas as festas e romarias de que precisamos, ninguém nos vai ensinar nada de novo, mesmo que sejam americanos. O dia das bruxas em Portugal é quase exclusivamente para ser festejado por malta cool, ou pelo menos que pensa que é cool, e que tenta viver no seu Portugal um pouco dos USA. É um bocado como a malta que usa demasiadas palavras em inglês no seu dia-a-dia, ou que jura que futebol americano é fixe, esse tipo de pessoas. O tipo de gente que morreria se tivesse na mão um telemóvel que não fosse da apple, por exemplo. Expliquem aos vossos filhos que nós já temos o carnaval e nesse não é preciso as crianças fazerem de testemunhas de jeová pelo bairro a fora, os doces são garantidos. Podem comer as farturas e churros recheados de chocolate que quiserem até vomitarem.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Conduzimos demasiado rápido ou demasiado devagar? Adoro conduzir no centro de Lisboa. Sim, mesmo ai, no centro. O sitio onde parece que ninguém gosta. Onde há taxistas para mandar pro caralho, semáforos que nos fazem manguitos ou peões que se atiram para cima do carro. adoro! Gosto porque me faz sentir vivo (que merda tão falsa, "faz me sentir vivo" detesto quando alguém diz isto, otários de merda). É o mais perto que alguma vez vou estar de conduzir numa corrida a sério. Vejo todos os carros como adversários, mesmo que eu vá para Sete Rios e o outro pobre desgraçado para Torres Vedras. Há qualquer coisa de interessante em ter de estar no Marquês ás 15 e entrar na 2ªcircular ás 14e55. A parte racional do meu cérebro (é prai 1cm) diz-me para ir para casa que já não vale a pena, mas a outra parte gigante de parvoíce que habita o meu crânio, diz-me "5min? ainda paramos para tomar uma gelada". Há malta que vai pro campo ou pro caralho para se abstrair da "cena", respirar um bocado, eu faço isso a conduzir no centro de Lisboa. Sei que vai ser uma guerra, que ninguém me vai respeitar, que vou mandar umas fortes caralhadas aos fogareiros que infelizmente habitam as nossas cidades, mas gosto, faz me bem, distrai-me. Tenho um pequeno sonho de conduzir um camião do lixo e o meu turno ser o novo turno do meio dia...ia ser tão lindo. Ouvir na tsf que a "segunda" está congestionada e pensar "já não vai estar", e simplesmente pulverizar lata de um lado ao outro da fila. Se pessoas iam falecer? provavelmente! mas eu, e mais pessoas, iam chegar a horas ao destino? podem ter a puta da certeza. é isto. O meu gosto por conduzir como otário não é tão grande que preencha um texto.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A minha querida avó é analfabeta. Para o mundo ela é a definição clara de uma pessoa analfabeta. A sua capacidade de escrita começa e acaba no seu próprio nome (pensando bem, para as instituições bancárias ela é uma pessoa normalíssima, sabe escrever o máximo de texto que eles requerem...adiante). Até aqui tudo normal, é uma pessoa de 92 anos, no seu tempo de criança era mais importante saber coser um bom par de sapatos, ou competir com um burro para ver quem puxava melhor o arado do que ir á escola. O problema está em mim. Passo a explicar. Eu sei escrever o meu nome e até a minha morada e tal, mas no fundo eu também sou um analfabeto. Eu sou daquelas pessoas que percebe tão pouco de ortografia que por vezes nem o google consegue prever que palavra eu quero escrever. toda aquela estrutura por trás do Google, os logaritmos e as programações (estou totalmente perdido, sei lá o que faz funcionar o google) ficam perdidos quando quero escrever algo mais complicado do que..."complicado". Afecta me particularmente quando quero escrever uma palavra e tenho de desistir e usar um sinónimo. É tão baixo, é tão degradante uma pessoa ter de desistir de escrever uma palavra na sua própria língua. Só podia ser pior se entrasse um chinês no meu quarto e dissesse "é com S". Aliás eu estou a escreve isto e não faço ideia se "dissesse" está bem escrito, muito menos se usei bem as aspas em "dissesse". O meu pequeno conforto é que primeiro, existe tecnologia para me ajudar e, segundo, o que eu sai da minha boca não tem legendas. Eu posso dizer, ou tentar, dizer a mais complexa das palavras que ninguém vai desconfiar que eu nunca a saberia escrever. É assim que eu vivo, nesta vergonha, neste suplicio, sem saber se suplicio é com "S" ou se leva acento num dos dois "i", fodasse. Fodasse tem de ser com dois "s", esta parvoíce não pode continuar.

sábado, 31 de agosto de 2013

Olá! lembrei-me que possuo um blog, verdade! Infelizmente sou agora o único dono, isto também é verdade. Os meus "colegas de blog", morreram todos num, ainda, inexplicável acidente de AIDS! quem é que podia prever tal coisa? eu podia, mas eu conhecia aquelas peças, eles estavam a pedir AIDS todos os dias, mas o resto do mundo até os respeitava, vai se lá saber porquê. Mas a vida continua, adiante. Desde o ultimo post deste blog praticamente nada mudou, a nação continua no topo dos melhores países para viver, como é normal, e o sol brilha mais do que nunca. O Sporting tem sido campeão e tem disputado as ultima edições da liga dos campeões até ás últimas fases. Em termos desportivos tem sido isto basicamente. O Porto o ano passado acabou em 13...houve isso, mas a malta já nem liga. Desde que o Pinto morreu num horrível, horrível ataque nos chuveiros da prisão do Linhó que aquele clube nunca mais foi o mesmo. Tem sido estranho viver num pais que vive á margem da crise que assola o resto da Europa. Sinceramente faz me sentir um bocado culpado por viver numa opulência que os outros não conseguem atingir mas por outro lado não é nossa culpa que os alemães e os ingleses sejam uns calões. Desculpem o vocabulário mas é o que sinto, são um bando de calões de merda! de merda. Tiveram de ser ajudados pelo FMI e o BCE e agora vivem um terror autêntico, mas não vamos falar mais de desgraças. Para os milhares de seguidores deste blog o que posso dizer é que o pilar que suporta a vossa sanidade mental voltou, podem respirar de alivio. E é isto, uma boa noite e cuidado com as gorduras saturadas e coisas.

 
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