Ter um talento deve ser das coisas mais chatas com que se pode viver, ainda por cima se for um talento facilmente identificável pelos demais, há sempre aquela responsabilidade perante o mundo de se fazer alguma coisa com ele, o talento. Estas pessoas não podem simplesmente ficar em casa a coçar o escroto descansadamente enquanto vegetam em frente á tv e estão horas sem produzir seja o que for para além de CO2.
É como aquelas pessoas inteligentes, para elas a minha simpatia. Têm um cérebro que é um tormento, um verdadeiro motor as dois tempos sempre a trabalhar intensamente processando questões e assuntos do mais alto calibre, nunca experimentaram o doce sabor de estar completamente apático na praia a olhar para o nada e sentirem se totalmente realizados.
E depois ter um dom é em si um bocado cobardolas, um bocado batotice, é como começar uma corrida de fundo montado numa mota, já vêm equipados com algo mais que nós simples mortais.
Nós, meu povo, nós os médios que lutamos nesta luta desigual, nós somos os heróis. Lutamos rumo á excelência munidos de um cérebro para quem excelência e sucesso são palavras tão reconhecíveis como Onirocricia ou Sabulícola, onde o tempo de concentração nunca passa dos dez minutos nos melhores dias e para quem ficar simplesmente parado é tarefa suficiente.
Bem, tem de se acreditar em alguma coisa...
domingo, 25 de janeiro de 2009
A liberdade da falta de talento
Publicada por
nuno
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02:34
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